Dupla Zé Neto e Cristiano fala sobre rotina exaustiva, síndrome do pânico, período teve e saúde mental durante período de afastamento dos palcos.
A dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano retomou as apresentações em março de 2020, após uma pausa de três meses. O retorno ocorreu no show “Zé Neto e Cristiano – Ao Vivo”, no Espaço das Américas, em São Paulo. Após esse período, o cantor Zé Neto enfrentou um tempo de reflexão, que resultou em uma jornada de superação da depressão.
Zé Neto desabafou sobre a sua luta contra a depressão ao falar sobre o seu tempo de reflexão e melhoria. “Eu estava cheio de tristeza, cheio de desânimo, cheio de melancolia. Eu sabia que eu estava mal, mas eu não sabia o que era, sabia?”. O tempo de ausência das apresentações foi um período de tratamento, durante o qual ele também enfrentou a síndrome do pânico e buscou ajuda profissional.
Ciclo vicioso da depressão
Antes de retomar a agenda de shows, Zé Neto e Cristiano compartilharam uma entrevista ao Fantástico, onde abordaram a experiência vivida durante o período de afastamento. Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra.
Zé Neto explicou que a rotina exaustiva e os constantes deslocamentos contribuíram para seu adoecimento, agravando sua depressão. ‘Fiquei doente porque as coisas foram ficando robóticas, né?A gente chega, vai para o camarim, hotel, hotel, avião, avião. É uma loucura’, afirmou. O artista admitiu que a depressão o afetou profundamente, criando um ciclo vicioso. ‘Foi aumentando.E o que era uma gotinha virou tempestade’, explicou o artista.
Cristiano também falou sobre o impacto que esse período teve para o parceiro de carreira. ‘Acho que vinha aquele peso: ‘Eu vou parar essa máquina, esse sonho que a gente construiu? O que meu parceiro vai fazer’?’, refletiu. A dupla recebeu a equipe do Fantástico em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, um dia antes do show que marcou o retorno aos palcos.
‘Bom demais, né?Essa volta, estar ao lado desse cara que eu amo demais’, disse Zé Neto, ao lado de Cristiano. A história da dupla, formada por amigos de infância, começou em 2011 com o nome Zé Neto e Irineu. Em 2013, mudaram-se para Goiânia, com dificuldades financeiras. Cristiano relembrou aquele período: ‘No final de 2013, a gente saiu de casa para Goiânia. Um salário de R$ 2 mil.Pagava R$ 1,5 mil de aluguel e sobrava para comer, fazer as coisas’. O sucesso chegou com a gravação do primeiro DVD, e o ritmo de shows se intensificou.
‘Fizemos 34 shows em um mês’, contou Cristiano, mas ele admitiu que esse ritmo intenso teve um preço. ‘Eu estava saturado porque eu já não estava mais entregando o que a dupla se propõe a entregar’. Foi então que Cristiano pensou em parar de vez. ‘Fiz uma reunião com ele, com os empresários e falei: ‘Eu vou parar, mas por ele’. Aí, ele [Zé] virou para mim e falou: ‘Minha vida já está difícil. Já estou com um monte de problema.Se você parar o Zé Neto e Cristiano, que é a única coisa que me mantém vivo, você vai parar, vai acabar comigo”. Natália Toscano, esposa de Zé Neto, também recordou um episódio difícil que o marido enfrentou. Certo dia, com um show marcado, o cantor disse a ela: ‘Eu não consigo, não vou’, contou.
‘Eu comecei a tremer, aí meu coração disparou, meu rosto começou a formigar, eu tive uma síndrome do pânico. Eu dizia: ‘Estou morrendo”. O cantor compartilhou ainda como a desânimo, tristeza e melancolia se agravaram, criando um ciclo vicioso com a depressão. ‘Foi aumentando.E o que era uma gotinha virou tempestade’, explicou o artista. Outro fator que prejudicou sua saúde foi o uso de cigarro eletrônico. Zé Neto não poupou críticas a esse hábito. ‘Foi uma das piores coisas que aconteceram comigo. Acho até que ele foi um grande culpado de a minha depressão ter piorado. Eu não conseguia cantar, não conseguia respirar.Não era mais a mesma pessoa.
Fonte: @ Terra
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