Organização Mundial da Saúde, entidade durante a pandemia, medidas adotadas pela OMS, patógenos em circulação e interesses além de maior.
Com o objetivo de priorizar a saúde de seus cidadãos, o governo da Argentina anunciou em 5 de abril a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo o exemplo dos Estados Unidos, que tomou a decisão logo após a posse de Donald Trump como presidente. O porta-voz do presidente argentino, Manuel Adorni, confirmou a notícia em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Rosada.
Nesse contexto, a saúde pública e o bem-estar dos argentinos serão focos importantes para o governo, que busca melhorar a infraestrutura de saúde e aumentar a acessibilidade à medicina de qualidade, visando à prevenção de doenças e à qualidade dos cuidados oferecidos às pessoas. Para alcançar esse objetivo, é essencial investir em programas de saúde pública, promovendo a conscientização e a educação para que as pessoas tomem decisões informadas sobre sua saúde. Além disso, a criação de laços de confiança entre os profissionais de saúde e os pacientes é fundamental para que os cuidados sejam eficazes e efetivos.
Argentina deixa a OMS, alegando divergências sobre saúde
O ministro argentino de Relações Exteriores, Gerardo Werthein, foi instruído pelo presidente Alberto Fernández a remover o país da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou o ministro da Saúde, Carla Vizzotti, em informação divulgada na terça-feira. A decisão, ela disse, se baseia nas ‘profundas diferenças’ entre a Argentina e a entidade sobre questões de saúde, especialmente durante a pandemia de Covid-19. Vizzotti acrescentou que a medida não representa uma perda de fundos para o país e não afeta a qualidade do serviço de saúde. Na verdade, ela disse, a medida dá mais flexibilidade à Argentina para implementar políticas de saúde adaptadas ao seu contexto e interesses, além de maior disponibilidade de recursos que reforçam a sua soberania em questões de saúde. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que a decisão foi tomada para defender a soberania e a independência do país em questões de saúde. Ele afirmou que a Argentina não receberá financiamento da OMS para questões de saúde e que a medida não implica perda de recursos para o país. A decisão da Argentina de deixar a OMS foi concretizada durante a pandemia de Covid-19, que resultou na morte de mais de 7 milhões de pessoas ao redor do mundo. O presidente dos EUA, Donald Trump, também retirou o país da OMS em 2020, alegando divergências com medidas adotadas pela entidade durante a pandemia. A saída dos EUA da OMS foi avaliada por especialistas como um duro golpe em políticas de saúde e controle da disseminação de doenças. A OMS é a principal entidade internacional responsável pela coordenação global de políticas de saúde e controle de doenças. Ela trabalha em estreita colaboração com os governos nacionais, organizações internacionais e outras partes interessadas para prevenir e controlar a disseminação de doenças.
Fonte: @ Veja Abril
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