Viagens de praia com família aumentam riscos de câncer de pele devido a exposição solar excessiva.
Ao longo do ano, é comum termos contato com a pele exposta ao sol, seja em festas de verão, passeios de praia ou até mesmo em dias famosos como o dia de pré-esteio (que ocorre no dia 21 de setembro). No entanto, quando a exposição solar se torna uma rotina, o risco de desenvolver o carcinoma basocelular aumenta. Esse tipo de câncer ocorre quando as células que revestem a pele se tornam anormais e crescem rapidamente.
No entanto, é importante lembrar que outros tipos de câncer de pele também existem, como o carcinoma espinocelular e o melanoma, e devem ser considerados ao mesmo tempo. Além disso, é preciso estar atento ao risco de desenvolver outros tipos de câncer, como o carcinoma, que também pode afetar a pele. Ao se proteger do sol, como usando protetor solar e roupas de manga, você está contribuindo para a prevenção de cânceres de pele e, consequentemente, para a manutenção da sua saúde.
O Dilema da Câncer de Pele: Uma Realidade Brasileira
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil enfrenta um desafio significativo, com mais de 175 mil novos casos de câncer de pele diagnosticados anualmente, o que representa 1 em cada 4 diagnósticos de câncer. Neste contexto, a campanha ‘Dezembro Laranja’, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), assume um papel crucial na conscientização da população sobre os riscos da exposição excessiva ao sol e a importância de cuidados simples na prevenção do câncer de pele.
A Exposição Solar: Uma Ameaça Creciente
A exposição solar excessiva pode causar danos a curto e longo prazo, incluindo queimaduras solares, desidratação, envelhecimento precoce e lesões nos olhos, além de agravar condições oculares como a catarata. Esses danos não são apenas estéticos, mas também podem ter consequências graves para a saúde.
Tipos de Câncer de Pele: Um Grande Desafio
Existem três principais tipos de câncer de pele, cada um com características únicas e níveis de agressividade diferentes. São eles: o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma. O carcinoma basocelular é o tipo menos agressivo, enquanto o melanoma é o mais grave e tem um potencial de metástase alto.
O carcinoma basocelular se desenvolve nas células basais da epiderme, responsáveis pela regeneração da pele. As lesões são brilhantes, avermelhadas ou feridas que não cicatrizam, com bordas bem definidas e tendência a formar crostas ou ulcerações. Essas lesões são comuns em áreas frequentemente expostas ao sol, como o rosto, pescoço e braços.
O carcinoma espinocelular surge nas células escamosas da epiderme, que formam a camada mais externa da pele. As lesões são avermelhadas e ásperas, com tendência a formar crosta ou deixar uma área elevada que cresce com o tempo. As áreas afetadas são comumente o rosto, mãos, couro cabeludo e lábios, com sintomas como sangramento e dor em estágios avançados.
O melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele, desenvolvendo-se nos melanócitos, células que produzem a melanina. Ele aparece como uma pinta ou mancha que muda de cor, forma ou tamanho, com bordas irregulares e várias tonalidades. O melanoma é mais comum em áreas expostas ao sol, mas também pode surgir em regiões menos expostas.
Conscientização e Prevenção: Um Caminho a Seguir
Segundo Simone Neri, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) é o mais frequente no Brasil, respondendo por 30% dos tumores malignos registrados. A fase em que o câncer é descoberto é crucial para o sucesso do tratamento, com melanos diagnosticados no início apresentando mais de 90% de taxa de cura.
Fonte: @ Minha Vida
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