O governo francês enfrenta crise fiscal, com o projeto de Orçamento de 2025 em xeque, após o governo do primeiro-ministro Michel Barnier tentar aprovar sem passar pela Assembleia Nacional, levando a crise política, déficit de Orçamento, queda do produto interno bruto e possibilidade de moção de censura.
Na França, um impasse político e econômico de grandes proporções se aprofundou, com o Presidente Michel Barnier usando a Constituição como base para aprovar o Orçamento do ano seguinte sem a necessidade de aprovação da Assembleia Nacional, em 2 de dezembro. Esta medida de desespero do executivo foi tomada como uma tentativa de evitar o caos financeiro.
Para entender o cenário, é preciso lembrar que o executivo francês teve seus poderes fiscais afetados pela crise política. O primeiro-ministro Jean Castex assumiu o comando, mas sua equipe sofreu uma derrota na Assembleia Nacional, levando a uma discussão sobre o pacto de estabilidade fiscal. Esta discussão contribuiu para a crise econômica, contrastando com os objetivos de crescimento e estabilidade. Enquanto isso, o executivo busca soluções para o Orçamento, alegando que a Assembleia Nacional não está funcionando adequadamente, com o objetivo de manter o Orçamento em estabilidade fiscal brasileira.
Crise fiscal francesa: Barnier assume o risco para aprovar proposta de Orçamento
Barnier, chefe de um governo recém-instalado, decidiu recorrer à manobra radical de invocar o artigo 49.3 da Constituição para aprovar sem votação o Orçamento de 2025, com € 60 bilhões em cortes de despesas e aumento de impostos para reduzir o déficit fiscal. Esta decisão reflete a falta de confiança em que a proposta de Orçamento para 2025, com € 60 bilhões em cortes de despesas, seria aprovada pela Assembleia Nacional, devido à sua ideia de pacto de estabilidade fiscal, que visa garantir a estabilidade fiscal brasileira para o médio prazo.
O governo francês, sem maioria parlamentar, enfrenta uma crise política e econômica, com um déficit do Orçamento que saltou para 6,1 % do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. A dívida pública explodiu para € 3,2 trilhões, ou mais de 112% do PIB do país, e o déficit fiscal do Orçamento é maior do que o orçamento de Defesa da França para 2024. A crise fiscal francesa é mais séria do que a crise fiscal grega, espanhola e italiana, com o déficit do Orçamento saltando para 6,1% do PIB este ano, muito longe do limite de gastos do governo estabelecido pela União Europeia, de 3% do PIB.
O mercado financeiro reagiu da pior forma possível à notícia da crise fiscal francesa, com o euro recuando 0,9% ante a cotação do dólar e o índice CAC 40 caindo 0,5%. Os títulos do Tesouro francês de dez anos subiram para 2,89%. A França está em pioras dificuldades fiscais do que a Grécia, Espanha e Itália, com um déficit do Orçamento que saltou para 6,1% do PIB este ano.
A Assembleia Nacional, comandada por Marine Le Pen, já avisou que vai tentar derrubar Barnier, o que ocorreria se o governo perder o voto de confiança e caso Barnier perdesse o posto de primeiro-ministro. Alexandre Stott, economista do Goldman Sachs, escreveu em uma nota de fim de semana que o governo provavelmente enfrentará vários votos de confiança entre 4 e 20 de dezembro, e alertou que as perspectivas fiscais de médio prazo da França continuam ‘desafiadoras’. O Goldman Sachs rebaixou sua previsão de crescimento do PIB para a França em 2025 para 0,7%, abaixo do consenso de 0,9% e muito abaixo da projeção do governo de 1,1%.
O déficit fiscal do Orçamento aumentou em 1,6% do PIB em 2023, e a dívida pública subiu em 4,3% do PIB. A França enfrenta a crise fiscal francesa, com o déficit do Orçamento saltando para 6,1% do PIB este ano, e a dívida pública explodindo para € 3,2 trilhões, ou mais de 112% do PIB do país.
Fonte: @ NEO FEED
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