A depreciação da taxa de câmbio doméstica impede cortes de juros em 2025, segundo economistas do UBS, devido à política fiscal frouxa e política monetária do Banco Central mais expansionista.
A decisão do Banco Central de elevar a Selic para uma taxa de 13,5% em março de 2025, com três altas seguidas de 0,75 ponto percentual, reflete uma política monetária mais restritiva para combater a inflação e proteger a economia. O mercado financeiro está bem ciente da importância da taxa de juros Selic, pois ela influencia os preços dos bens e serviços, o desemprego e, consequentemente, a economia como um todo.
A política monetária do Banco Central, liderada pela Selic, é fundamental para estabilizar o mercado financeiro e promover o crescimento econômico sustentável. Em um cenário de alta inflação, o aumento da Selic visa controlar a taxa e evitar uma política monetária expansionista, que poderia levar a uma economia hiperinflacionária. A revisão das previsões do UBS BB e a perspectiva de uma política fiscal mais expansionista somam-se à complexidade da economia brasileira, tornando necessário um ajuste monetário mais rigoroso.
Expectativas em alta para Selic e sua influência na economia
A expectativa de um aumento na taxa Selic, acompanhado de uma política fiscal frouxa, está gerando reações mistas entre os especialistas. Os economistas Alexandre de Ázara, Fabio Ramos e Rodrigo Martins destacam a importância de uma decisão unânime do Copom, considerando um aumento de 0,75 ponto percentual como preferível a uma decisão dividida de alta de 1 ponto. Eles acreditam que uma política monetária mais firme, representada pela Selic, será fundamental para lidar com os impactos da política fiscal.
Ainda, a política fiscal frouxa está sendo vista como um desafio para a política monetária, que está carregando o ônus de ajustes necessários. A contenção de despesas mais tímida, ao lado do anúncio do aumento da isenção do Imposto de Renda, revelou uma preferência por não fazer grandes ajustes nas despesas, que em sua opinião são necessárias.
Os economistas do UBS também aumentaram as previsões para a taxa de câmbio, o IPCA e a Selic, destacando a importância de uma política fiscal mais ajustada para apoiar a política monetária. A projeção do cenário-base do banco aponta para um dólar cotado a R$ 6 no fim de 2024 e 2025, e uma inflação de 4% no final do ano que vem, e 3,5% na projeção anterior.
A Selic, portanto, está no centro das atenções, com especialistas defendendo uma política monetária mais firme para lidar com a política fiscal frouxa. A expectativa é de que uma decisão unânime do Copom em aumento de 0,75 ponto percentual seja a escolha preferível para manter a estabilidade econômica.
Fonte: @ Valor Invest Globo
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